Olá
Depois de muitos dias sem termos encontrado WiFi, em que não pudemos fazer as nossas actualizações, só agora damos notícias:
Chegámos à Foz do Arelho no sábado pelas 21:20h. O Miguel chegou a Olhão no domingo pelas 12:30h.
Depois de digerida a experiência (mais tarde) faremos aqui uma resenha do que mais nos marcou nesta viagem ao BMW Motorrad Days 2010, em Garmisch-Parternkirchen, Alemanha.
Para já deixo aqui um breve resumo dos últimos dias da viagem:
Em Veneza alugámos um bungallow, com ar-condicionado o que nos permitiu descansar convenientemente, e fazer umas refeições decentes regadas com um bom “Chianti”.
Na manhã da partida ao carregar a moto os meus óculos caíram-me da cara e aterraram em cima da única pedrinha que havia num raio de dezenas de metros. Resultado uma lente estilhaçada, e uma conta avultada à minha espera em casa…
Depois de sairmos de Veneza, sabíamos que os próximos dias seriam duros…
Tínhamos muita auto-estrada e muitos kms para fazer. Afinal era quarta-feira e tínhamos que estar na Foz no sábado à tarde. Havia que descansar no domingo para que a segunda-feira não custasse tanto (não resultou
)
- Na pratica isto significa atravessar toda a Itália, toda a França, toda a Espanha e todo o Portugal em 3 dias, debaixo de um calor sempre bastante acima dos 35ºC e que chegou a atingir 41ºC no último dia.
Uma vez que vivemos no extremo Oeste da Europa, isto também significa que a caminho de casa estamos sempre a viajar contra o sol, o que ao fim de algumas horas nos deixava os olhos num estado lastimável.
Saímos pelas 10:30h, atravessando a Itália de costa a costa, rumo à “Cote d’azur”. Pagámos forte e feio pela veleidade de o termos feito sempre am auto-estrada, mas não havia outra maneira de conseguirmos cumprir os prazos previstos.
Chegámos a “Éze-bord-de-mér”, que eu erradamente sempre chamei de “Éze-sur-mér”, pelas 18h e após montar as tendas ainda houve tempo para descer do alto da “Grand corniche” para “Villefranche”, onde fomos abastecer de carne, pão e vinho (que mais um homem precisa…)
Cozinhado o repasto composto por uns bifinhos grelhados com salada de tomate, a noite não terminava sem umas gargalhadas valentes:
- O meu banco, comprado e escolhido propositadamente por garantir que aguentava até 100kg, resolveu despedir-se de nós pregando-me a mim, e ao ultimo bife grelhado, na terra seca daquele monte provençal…
Foi um bom banco, serviu-nos bem, cumpriu o prometido, aguentou estoicamente até aos 100kg, mas os restantes 10 foram o seu “Coup de grace”…
Na manhã seguinte soalheira e solarenga tivemos visitas. Duas, pelo menos, aranhas descomunais (presumivelmente do género Tegenaria).
A sua velocidade era tremenda, verdadeiras máquinas caçadoras. Uma delas passeou-se no pé do Artur, o que a mim pessoalmente me colocou em sobreaviso como se de um ataque nuclear se tratasse… Temos fotos do cadáver dessa atrevida com os seus confortáveis 7 a 8 cm de diâmetro… RIP.
Sacudido e resacudido todo o material carregamos as motos e rumámos ao Mónaco.
Como sempre o Artur andava com pouca gasolina e tendo ficado para trás num semáforo perdeu-se em Monte Carlo. Depois de uma mão-cheia de telefonemas quase histéricos, lá concluímos que afinal estávamos parados a menos de 200m uns dos outros. Depois de choros e abraços ao pobre Artur, lá seguimos viagem à procura de uma bomba de gasolina.
Rumámos novamente a Saint-jean-cap-ferrat, pela costa, através das paisagens sempre deslumbrantes do Cap d’Ail.
Uma vez chegados ao farol de Cap-ferrat, descemos pelos rochedos do Cap e tomamos um excelente banho nas águas mornas do mediterrâneo. Banho esse que terminou bruscamente com uns valentes berros que eu dei quando uma medusa (água-viva) resolveu cruzar-se no meu caminho. Pareciam queimaduras de cigarros, ao som de um chorrilho de impropérios, ou não fossemos nós Portugueses. A brincadeira valeu-me umas valentes cicatrizes na perna direita!
Na descida para os rochedos do Cap tínhamos passado por uma pequena fonte, à sombra, com aspecto bastante apetitoso. Na subida não resistimos e foi lá mesmo que nos refrescámos, tirámos o sal e nos preparámos para continuar viagem. A nossa técnica era a de ensopar os fatos da moto de maneira que a evaporação durante a viagem nos mantivesse o mais frescos possível.
Rumámos a Nice onde demorámos uma eternidade a atravessar a praia “de la Californie” com a seu mar azul turquesa, debaixo de um sol impiedoso, sempre a invejar as beldades de biquini que desfilavam rumo à praia ali tão perto e tão longe ao mesmo tempo…
Em Cagnes-sur-mer almoçamos num jardim asiático onde havia dezenas de pratos com aspecto delicioso à nossa escolha. Escolhemos bem a comida, mas a escolha da bebida não foi a melhor (nectar de Coco…).
“Tempus fugit” e lá decidimos (infelizmente) saltar a restante Côte d´Azur e iniciar velocidade de cruzeiro pela autoestrada rumo a Lecques (a sul de Nimes) onde o nosso amigo Pascal nos esperava para jantar, de ali a algumas horas.
5 horas de viagem depois lá chegámos “Chez Pascal” onde fomos muito bem recebidos com uma grelhada mista e uma prova dos vinhos “Pays d´Oc” de que ele é exímio produtor…
O relato do resto da noite ficará reservado apenas a quem esteve presente…
Este foi o nosso ultimo momento de diversão. Sabíamos que daqui até casa só tínhamos pela frente kms e mais kms (1.503km para ser exacto) sem qualquer paragem de maior excepto para combustivel e recuperar a circulação no traseiro…
Depois de uma breve incursão ao Decathlon de Montepellier, onde no final perdemos o Miguel, por este ter entrado na auto-estrada no sentido inverso, lá nos reunimos novamente e seguimos rumo a Miranda de Ebro e ao “Monumento al pastor” onde pernoitaríamos.
Na manhã seguinte atestamos de bocadilhos de jamon serrano y queso e partimos para oeste já com o cheiro a casa no ar.
Lanchámos em Vilar Formoso, umas valentes bifanas e umas imperiais tugas. Com o ar de Portugal a alimentar-nos os motores foi um pulinho até chegarmos a casa.
Estávamos no Central (na Foz do Arelho) às 20:20h para ver se o Fernando já lá estava, pois haviamos combinado um jantar com toda a equipa. A que foi e a que não pôde ir.
O jantar foi animado, mas fomos todos para a cama cedinho, até porque a viagem ainda não tinha terminado. Ainda faltavam os últimos 400km que o Carlos Miguel tinha que fazer até Olhão na manhã seguinte.
O madrugador levantou-se e “abalou” antes que eu lá chegasse, pelo que já só falámos ao telefone quando ele chegou a Olhão pelas 12:30h. Aí sim demos esta viagem por terminada.
Correu tudo bem, foi muito giro. Demos umas boas gargalhadas. Valeu a pena.
Agora estamos a fazer contas à vida para ver quando é que podemos repetir outra parecida…
Vou colocar as minhas últimas fotos online, sendo que ficam em falta todas as do Artur e a última fornada do Carlos Miguel.
Sem prejuizo para os amigos que não foram e outros que nos acompanhem futuramente, não poderia imaginar melhores companheiros de viagem. De tal maneira que até parece que não faz sentido imaginar outra aventura similar sem que eles estejam presentes.
Cumprimentos a todos!
MAC
Hoje o dia foi passado numa visita a pé por Veneza.
Fiz upload das minhas fotos, mas ainda faltam as do CM.
O AC não trouxe o cabo da máquina pelo que todas as dele só serão carregadas já em Portugal.
Deixo o relato do dia papra o AC, mais logo.
Cumprimentos!
MAC
Fica aqui novamente o link para as fotos que fomos tirando e colocando ao longo da viagem ao BMW Motorrad days 2010
picasaweb.google.pt/MiguelAzevedoeCastro/GarmischPartenkirchen2010#
Abraços!
MAC

Chegámos finalmente a Veneza, depois de uma viagem de cerca de dez horas, com muitas paragens pelo meio. Não foi tanto a dificuldade do percurso, mas mais a intensidade do tráfego das estradas Italianas que nos impôs um passo muito lento.
Tínhamos planeado descer de Innsbruck para Veneza pelas estradas secundárias para evitar o trânsito, mas a prática demonstrou que nos enganamos redondamente: os Italianos minam as estradas com carros e camiões. O trânsito é muito pior que em Portugal!
Fizémos uma incursão pelos Alpes Dolomíticos, onde o Miguel recolheu especimens, tendo seguido para Cortina d’Ampezzo descendo os Alpes sempre com muita chuva (parece que nos Alpes é coisa frequente, mesmo no Verão).
Assim que saímos da região Alpina o tempo transformou-se radicalmente – saímos de um túnel e de repente estava 38 graus. Suamos as estopinhas parados no trânsito de Veneza, de que nos vingamos agora ao actualizar o site na piscina, ao sabor de una birra.
Ciao!
“Cervus Bavaria” ou no idioma local (Bávaro/Tiroles), “Adeus Baviera”.
Saímos de Garmish, em direcção ao Neuschenstein (königsschlosser), o famoso castelo que inspirou o desenho do castelo da Branca de Neve.
Os carros podiam subir até ao castelo, as motos não, a julgar pela sinbalização de transitio. Estava a chover e estava tudo montado para a caça ao turista. Estavamos literalmenbte no meio do bosque, mas era proibido parar em todo o lado, excepto, óbivamente, nos parques pagos, que havia como cogumelos.
Nós não alinhamos em paródias, e acabamos por tirar umas fotos cá de baixo, enquanto um pequeno veado selvagem surge dos bosques à nossa frente e corre pelos campos abaixo do castelo…
Finda a breve sessão fotográfica partimos para Munique para ver o BMW Welt e o BMW Museum.
Vimos o Welt, almoçamos à porta do museu e quando fomos para entrar este estava encerrado durante alguns dias ooara mudança das exposições. Só a gift-shop estava aberta, para as delícias das centenas de Japoneses que por lá andavam de máquina fotográfica em riste.
Irritados decidimos que não iriamos ficar em Munique. Partimos rumo a Itália.
Bolzano era o nosso destino, mas o tardio da hora obrigou a uma mudança de planos. Ainda em pleno Tirol Austriaco, numa estação de serviço, duas perguntas em simultâneo a um Portugues que tinha um bom mapa (e a boa companhia da sua namorada checa) e a fraü Gordana, a empregada da bomba, nos deram a mesma resposta e nos enviaram para uma povoação ali perto, que teria um camping.
Chegamos à povoação, cujo nome não sei pronunciar, pelas 22h.
A recepção do parque tinha fechado ás 20h. Entrámos e instala-mo-nos.
Esperámos que a chuva amainasse e montámos as tendas junto a um rio, com rápidos terriveis, completamente aguas brancas, que faziam um barulho ensurdecedor, e que não deixaram o grupo descançar convenientemente.
Pela insónia o CM, madrugou e começou a acordar-nos pelas 5h30 da manhã. Calmamente desmontámos a tendas, fomos so WC e iniciámos o processo de saída.
Como a recepção só abria às 9h, digamos que tivemos um grande desconto na estadia…
Depois de uma separação do grupo na entrada da autoestrada (que está com centenas de TIRs) acabámos por estar a tomar o pequeno almoço numa estação de serviço com Wireless, de onde vos escrevo esta crónica.
Rumamos agora a Veneza onde chegaremos durante a manhã, ganhando assim algum tempo de folga.
Cumprimentos a todos desde o Tirol
- Cervus!
MAC
Finalmente o evento que nos motivou a fazer esta viagem!
Comemoravam-se os 10 anos do evento e a organização estava… Alemã!
Tudo bonito e organizadinho, parecia que rigorosamente nada estava fora do lugar.
Desde os estacionamentos com relva, onde milhares de BMWs se alinhavam perfeitamente, e podiam ficar em segurança, com o descanso lateral sobre umas tábuas alegoricamente xilogravadas com o logo “30 Years GS” gentilmente oferecidas (a alguns) pela organização (nós só tivemos direito a uma tábua velha).
Passando pela qualidade das decorações até á indumentária do Staff e à quantidade de actividades gratuitas de que podiamos usufruir.
A comida era aceitável, comemos salsichas como não poderia deixar de ser. Salsichas gigantes acompanhadas pelo tradicional Pretzel também gigante e, claro está, por uma das várias cervejas disponíveis para escolha.
Por mim fiquei-me sempre pela Weisse Bier, cerveja de trigo e pela nativa Munchen Hell. Tudo isto como não poderia também deixar de ser, servido por mulheres gigantes…
Esteve sempre muito, muito calor, e os anfitriões tinham o real desplante de numa barraca de plástico pedir 3,50€ por uma garrafa de água de 22cl. Em Portugal chama-se Chulice, na Alemanha não sei.
Stands com merchandising do evento, vestuário oficial BMW e um pavilhão inteiro dedicado à GS, ou não fosse este evento também a comemoração dos seus 30 anos de existência.
No recinto havia um stand no mínimo original: – Um barbeiro à antiga no meio daquele ambiente motard, estava com muito, muito estilo!
Fazia um escanhoado perfeito, feito à moda antiga, a quem achasse que já estava com demasiado aspecto de Naufrago numa ilha deserta.
O contraste é espectacular: – Todo sujo, cheio de lama, mas com as bochechas macias e luzidias…
O evento tinha uma grande área de restauração com sombra, uma tenda discoteca com musica ao vivo, muitos, muitos stands de acessórios para motos, costumizações e agencias de viagens em moto, pelos mais diversas regiões do mundo. Havia uma pista de obstáculos onde se podiam fazer drive-tests a vários veículos da gama BMW, X3, X5, X6…
Misturado com os milhares de Motorraders que lá estavam, deparamo-nos com um especial: O Actor Inglês Charley Boorman, protagonista das sagas motociclísticas “Long Way Round” ,”Race to Dakar” e “Long Way Down” entre outras.
O tipo é mesmo muito simpático e depois de alguns minutos de conversa, tiramos algumas fotos de família e convidamo-lo a visitar a concentração de Faro.
Ele gostou da ideia, pelo que vamos ver se lá aparece um ano destes…
A cerveja foi sempre muito cara (entre 3 a 7€ cada) ao longo de toda a viagem. Ficámos com a sensação de que em Portugal temos sorte no que diz respeito à cerveja.
Num qualquer bar ou restaurante, custa tanto uma cerveja como uma garrafa de vinho tinto.
Já entendo porque é que os estrangeiros gostam tanto de vir para Portugal. Pelo preço de uma cerveja lá, bebem 10 imperiais cá.
Havia tours organizados, de algumas centenas de Kms por caminhos da região ou tours mais pequenos Off-road com motos da organização.
De um modo geral foi bom, pelo evento em si não vale a pena voltar. Vale a pena voltar usando o evento como desculpa para uma nova viagem. Essa sim valeu bem a pena!
Abraço a todos!
MAC
Chegados Finalmente a Garmish-partenkirchen, pelas 23h30, depois de um dia de viagem que poderei resumir como “teso”.
Passo a resumir os últimos dois dias, que como o FH já referiu não tivemos net, pelo que não pudemos dar notícias.
Saímos de Genebra pelas 11h e contornamos o lago por Lausanne, Vevey e Montreux. Demoramos horas com os limites de velocidade Suiços e um trânsito inntenso que nos fazia perder muito tempo nos semáforos.
Rumámos a Interlaken via Aigle (sempre por estradas secundárias, o que aliás marcou a nossa passagem pela Suiça), o nosso destino seria Disentis-muster, mas rapidamente constactamos que tal não seria viavel.
Ao passar junto a uma paisagem magnifica o Artur teve a feliz ideia de virar para um camping, na pequena aldeia de Brienz, na margem norte do Brienzsee, um dos dois lagos de Interlaken.
Estabelecidas as negociações com o Anfitrião do camping, meio em Alemão, meio em Romontsch, la fomos a correr dar um mergulho no lago antes do anoitecer.
A àgua estava impecável, e o banho soube “a pato” depois dos 30º+ que temos apanhdo todos os dias.
Depois de um excelente jantar internacional (salsichas Francesas, ovos estrelados Suiços, pão de Martinlogo – sim Martinlongo em Portugal, que o Miguel vem a comer desde o primeiro dia de viagem -, tudo cozinhado e comido por portugueses…
Depois de jantar fomos à vila a pé, buscar umas cervejas que bebemos em cima de um dique a comer os famosos pistachios do Artur…
Conhecemos um casal de Motorraders do norte da Alemanha, a Irina e o Jürgen, que vinham numa R80 de 1976, modificada
A alvorada foi cedo com mais um banhito no lago “para abrir a pestana”. Seguimos finalmente para os Alpes a sério, com a passagem prevista do Furkapass.
Depois de muitas curvas e mais curvas, lá fizemos o Grimselpass, o Furkapass e o Oberalpass. Curvas incriveis cotovelos perfeitos a subir e a descer obrigado-nos muitas vezes a reduzir até à primeira mudança.
Almoçamos no Furkapass, uma bela sandes de pasta de atum do modelo. Colado o autocolante do MCF, estavamos prontos para arrancar quando encontramos um grupo de Asturianos, que andava também por ali em viagem. Foi bom hablar español para variar!
Tirada uma foto de familia, despedimo-nos e seguimos viagem.
Depois de muita indecisão sobre qual o caminho a seguir para rumar ao Liechenstein, resolvemos pedir informações a um grupo de alemães que estava num tour de moto organizado. Nadia, a bela alemã guia do grupo explicou-nos um caminho pelos alpes, e todos se riram quando dissemos que ainda iriamos dormir a Garmish…
Vê-se que não conhecem os Tugas. Centenas de kilometros pelas montanhas, uma viagem muito dura pelo interior profundo da Suiça mas efectivamente dormimos em Garmisch, nos excelentes edredons de penas do Walgau parkhotel com as suas orgulhosas 4 estrelas ****
Chegamos a GaPa, como aqui é referido e fomos logo fazer o reconhecimento do evento. Fomos ao recinto do encontro e após um sedento pedido: “Drei Weisse Bier, Bitte!”, lá se fez o primeiro brinde em Alemão…
Chegados ao Hotel, fomos recebidos pelo primo do Frankenstein, de robe e chinelinho, com cara de poucos amigos… Estavamos á espera de a todo o momento ver sair um cutelo do robe e iniciar-se uma carnificina…
Quem salvou a noite foi o barmen do hotel que nos disse que, ao contrario do que nós pensámos, o primo do frankenstein não era o gerente do hotel, mas sim o jardineiro, que acumulava funções de guarda nocturno…
O barmen do hotel Indicou-nos um bar em frente onde fomos jantar umas baguettes e mais umas loiras alemãs.
Conhecmos um simpactico grupo de bávaros, um deles vestido a rigor, com quem tivemos em amena cavaqueria numa mistura de alemão, ingles e algarvio.
Depois de algumas ditas-cujas (weisse bier) consumidas, (lembrem.se que na Baviera se bebe em canecas GRANDES) o CM levanta mão e em excelente algarvio pede a conta para podermos irmos dormir.
A simpáctica barwoman (que entretanto descobrimos ser lésbica e, com grande avanço sobre a concorrência, a maior “flirter” do bar) acena um jovial sim com a cabeça e lá ficámos à espera da conta até que, eis que ela surge, alegremente, com mais uma rodada das ditas cujas canecas de cerveja bávara acabadinhas de tirar…
Finda a missão de salvar mais um fundo de caneca de um atroz afogamento, lá fomos de volta para o hotel, e em 10 minutos já todos ressonavamos.
O hotel era efectivamente muito bom e confortável, mesmo para quem, como nós, estava com os standards bastante reduzidos, depois de quase uma semana a dormir em tendas.
Estamos neste momento na esplanada do hotel, confluindo com o magnifico jardim, de onde vos escrevemos esta crónica e onde podemos então apreciar o primo do Frankenstein, agora não como anfitrião, mas nas suas efectivas funções…
Vamos agora voltar a garmisch e mais logo voltaremos a relatar.
Fotos actualizadas no sitio do costume:
picasaweb.google.pt/MiguelAzevedoeCastro/GarmishPartenkirchen2010
Abraço s todos.
MAC, AC, CM
É verdade os Motards acabam de chegar a Garmish,concluindo assim a primeira parte desta viagem.
Vamos aguardar os comentários e as fotos a partir de Garmish.
F.H.
Os nossos motards continuam a sua viagem e pelas 14H00 encontravam-se a atravessar Furkapass,em direção a Garmish,com a viagem a decorrer sem problemas,tendo o Mac justificado a não actualização do site com impossibilidade de acesso á net.
Pela minha parte deixo aqui um grande abraço para os Motards.
Voltarei aqui caso seja novamente solicitado,ou a partir do dia 10, já que a visualização das vossas fotos não ajuda a sopurtar a ideia de vocês estarem a fazer a \”nossa Viagem\” e eu aqui com a GS parada na Garagem, a pensar ter sido abandonada.
F.H.
São 8:57 hora de Genebra e temos as tendas desmontadas e (quase) prontos para arrancar.
Rumamos a interlaken, para apanhar o “Furkapass” onde ainda se prevê que haja neve no topo.
Muitas e incriveis curvas nos esperam, mas ja deu para perceber que estamos demasiado carregados para curvar como eu gostaria. Não podemos “matar o bichinho”, vamos no entanto tentar “atordoa-lo”…
MAC


